sexta-feira, 24 de julho de 2009

Dormir, talvez sonhar...



Precisamos enlouquecer qualquer noite dessas. Esquecer um pouco do mundo e viver tudo de peito aberto, sem medo da repressão. Ser ou não Shakespeare? Trazer não uma representação da poesia, mas a própria vida, que, quando exposta de maneira absoluta e extraordinária, pode tornar o cotidiano espetacular. Misturar o “irreal” à luz da verdade é confundir a percepção do mero apreciador ou protagonista involuntário? Mas onde está o teatro? O que é a vida? Que manifesto é esse? Isso é performance? Não importa. Tudo é loucura, transgressão. Nós somos assim, mas é preciso que se chegue ao nirvana para extravasar e perceber isso. O Hamlet desalmado deu lugar ao Rãmlet Soul. Fortaleza tem um marco nas artes cênicas. Basta passar às 21 horas à Rua José Avelino, 563, misturar-se à algazarra "improvisada" e se deixar contaminar pelo ritual selvagem em favor da vida.
Danilo Castro.
Direção de Thiago Arrais
Dramaturgia de Potyguara Alencar
Livremente inspirado em "Hamlet-Máquina" de Heiner Müller
Rãmlet Soul, 30 e 31 de julho, às 21h no Mocó Estúdio - Praia de Iracema
R$ 10,00 e 5,00




16 comentários:

Clip Emoção disse...

Bom e entrada Barata !

Vini e Carol disse...

Parece ser interessante a peça.
Faltava um pouco mais de drama! hehehe

Cara, fiquei emocionado com o seu comentário.
Lendo o poema de Vinícius de Moraes, e lendo meu post, tem algumas semelhanças sim.
Nada se compara a um poema dele, mas ele quis passar a mesma mensagem que eu tentei passar tb.

Muito obrigado cara!

Abraço.

Rha Belloti disse...

Nossa, amei seu blog, seguindo já!

Esse mundo de cultura me deixa louca, amo teatro e já tô seguindo.

Parabéns pelo grupo de teatro, acho a coisa mais perfeita do mundo. Real, emocionante.

Beijo.

Hique disse...

meu grupo já quase montou essa peça...


mas como minha visão de "vida" não cabe na proposta... não me integrei á proposta...


e depois ninguém...

Anônimo disse...

exagerado!

Fabricio bezerra da guia disse...

entrada barata,que legal

Canteiro Pessoal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Canteiro Pessoal disse...

Danilo. Cá estou aguçada por seu escrito abaixo, 'confisões de um alejadinho'. Seria em devidas convenções psicografar no próprio post, mas como opto por quebrar convenções, vou... seria o latente grito meu bailar sem certas regras que não aprisionam.
Digo que quando ouvi no alfabético suas palavras, no enleio tua voz veio como um sussurro e minha mala mental desdobrou-se em palavras por invadir sua mente. - Será que posso? [rs]
Quantas vezes, sucede este apregoar em meu trilho; " eu não sei como começar mais uma vez... tentei parar... a inspiração ter-me ocorrido em momentos inoportunos, quando nem lápis, nem papel estavam à volta". As frases são feitas, mas logo depois, são desfeitas, só para o lugar incomum habitar sobre o comum. A inteligência desvalece por um render demasiado por acreditar no que não compreende. Por acaso, poderíamos, mortais à porta do curvar, compreender com tanta precisão a geografia deste mistério? Não! Os rastros são incompreensíveis e, uma narrativa central rápida perqueri espaços não habitáveis, que seria, o persuadir ao tocante de transformação intimal, resultante da perplexidade e indagações de nossos próprios olhares à espreita da: 'sinto que não mais vou recuperá-los'.
'Tão monótono falar de amor. Tão batido. Pilado'. Que em momentos, torna-se ' como um cruel inimigo', mas, num paradoxo, a infância infantil que no acalenta no sempre: 'simplesmente amanhecer em ti', o suficiente que atua 'o novo' e por miléssimos de semente aloja em sementar uma caça, o passo certo para recomeçar a caminhada. E o tempo das argumentações e da lógica saem derrotadas, elas sim, falidas e não o amor! A razão assisti e grita: - Não! Há tempos este território me pertence! Mas, o que recomeça deixa de acreditar no latente escuro e atrela-se no ilógico ao casadinho do original soprar nas narinas. No incomum do comum que estrutura cenários surreais e perpétua não refuta a opinião do falante da esperança e, crer, que tudo há explicação no por trás das nuvens brancas.

[...]

Abraços e paz

Priscila Cáliga

*Teta de Nêga* disse...

Boa dica!

Pena que estou em São Paulo!!!

moça disse...

eu estava precisando de enlouquecer...
fiz isso ontem mesmo, depois de escrever o que escrevi! teus textos parecem sempre está completando os meus. acho isso tão legal! Foi por isso que desconfiei que fosse tu o tal anônimo, acho que se a pessoa não tivesse se identificado teria no fundo uma imensa dúvida sobre vc, até pq um dia(não sei se lhe falei isso) no tempo dos comentários, eu acordei e lembrei de uma confissão que tu me fez uma vez no intervalo da aula, que tinha mania de mandar recadinhos anônimos para as meninas que tu era apaixonado e nunca se identificava a elas!
hehehheheheh

olha mais conplementos: http://www.fotolog.com.br/cillaprikena

beijo beijo beijo!
:)

mano maya kosha disse...

divulgação espetacular, já se começar a vibrar idéias e sentir pensamentos pelo suposto do que vai se encontrar, pena não poder estar ...

Bernardo Vitor disse...

Arrasou, adoro amigos escritores-jornalistas-atores-diretores.

Nataly Rocha disse...

Li adorei...tbm li outras coisas do seu blog!!!Gostei mto...escreva,es(crê)va,es(creva)

Thiago Ya'agob disse...

Danilo,

Acho que irei romper com nossas relações de escrita. É. Não é justo o que você tem feito. Eu venho aqui com a melhor das intenções - entenda bem - e você me apresenta um post onde aguça meu desejo pela 'arte teatral' esbanjando-se em um convite propriamente orgulhoso - no sentindo mais louvável da palavra – e eu não poderei ir à praia de Iracema – doce mel. [risos]

Ah... lembro-me do seu comentário sobre ‘Iracema’. José de Alencar não é um dos meus escritores íntimos – mas quando li ‘Iracema’ eu “intimizei-me” com a leitura. Li o texto com lágrimas – foi uma leitura doída – meus sentimentos estavam abalados e Alencar mexeu na ferida sem cicatrizá-la. Isso foi o pior. [risos]

Parabéns, meu amigo. Quero vê-lo em breve - e sei que os palcos tornam-se e tornar-se-ão ‘inda menores ante a vivaz e intensa alegria que flui de dentro de ti.

Quero receber os convites.

Bєηjαмiη disse...

tive o azar de a inspiração ter-me ocorrido em momentos inoportunos, quando nem lápis, nem papel estavam à volta. Daí perdi o tesouro em poucos minutos e sinto que não mais vou recuperá-los.

Tenho sofrido do mesmo mal...
Mais enfim é doido como o fio se perde no meio de tanto e a gente acaba achando pontes soltas pra continuarmos daí o começo de outras histórias.

Homenzinho de Barba Mal feita disse...

Muito bom esse texto, faz muito tempo que não assisto a nenhuma peça. Moro em são Paulo, e no começo do ano, fizeram varias monatgens das peças de Nelson Rodrigues.
O teatro precisa se popularizar ainda mais, em são paulo tem peças sensacionais, pena que falta público para admirar essa arte.

Viva o teatro Brasileiro!!!