quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Processo Colaborativo


Certas vezes, o simples dizer é como apunhalar uma faca em ventre alheio e me autocondenar à guilhotina, por isso me calo.


Certas vezes, o simples calar é como apunhalar uma faca em ventre alheio e me autocondenar à guilhotina, por isso falo.


Danilo Castro
19.08.2009



26 comentários:

Rê Cicca disse...

Danilo é ator, vizinho da Dona Maria, escreve bem e também lê
www.descompensando.blogspot.com.br

Mitti disse...

Então vc está entre a cruz e a espada, não tem escapatória.

Um abraço

Eduardo ^^ disse...

gostei do texto

se puder da uma passada no meu

vou ler mais coisas do blog

http://oarlecrim.blogspot.com

moça disse...

Ás vezes também acontece comigo essa confusão, não sei se calo ou se falo, por que sei que posso ferir ou afastar ainda mais, mas se calo o que quero falar, ou gritar, não serei eu, será uma farça de mim!
Pro isso escrevo...

moça disse...

ah, amei essa confusão...
;)

:*

Mah & Rê disse...

adorei seu 'dilema'!
gostei dos seus textos e do blog também!

Beijo
Mah!

visite-nos também:
loucuraexata.blogspot.com

Canteiro Pessoal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Canteiro Pessoal disse...

Danilo. Que frases de impacto e me faz bater à porta do calo e falo como mais seriedade e tirar de sapatos. Assim, ao silencie dialogar com esses dois atores para me ensinarem o quando devo atuar um ou outro em momentos que cada qual possa protagonizar como habitante vivo no meu pensamento. Creio que calo e falo são amigos, nós humanos que passamos por cima deles, os desrespeitando. Quantas vezes, atuo tal desrespeito e me envergonho e choro horrores, onde me causa dor profunda, pois, sei que, não posso voltar ao ato, a vida atuada sem ensaios não há borracha. Também, experimento a palavra 'atropelamento' e 'calar' e 'falar', 'não' bailam em demonstração que simplifica no simples, o abrir das cortinas e até a lua que é prova em derramar pelo mar, acaba se deslocando na não mais perseguição da abstração. Abstração que revela o por trás do que calo e falo representam genuinamente em inteireza.
Concluo: O valor dessa duas artes, calo e falo, se apoiam na arte de compor. Compor o quê? Para compor, necessário é ouvir! Ouçamos calo e falo, para assim, compormos a nossa vida em harmonia.

O Espelho de Eva disse...

Calar ou falar, eis a questão? Quando se cala é por que não há fala? ou por que será preciso prendê-la, para que outras vozes não se incorporem ao seu monólogo e transformem-no num diálogo onde não terá destaque e logo será aniquilado?
Quando se fala é por que realmente sente vontade? Ou por que se todos falam acha que também deve falar, já que tantas outras vozes já estão a encenar uma trama da qual não quer deixar de fazer parte, sem nem ao nemos saber exatamente do que se trata?
As vezes se se cala, seu silêncio será palavra forte que todos ouvirão e compreenderão.
As vezes se se fala, sua palavra torna-se ruído sem sentido nos ouvidos a que chegam.
E então, calar ou falar?
Falar ou calar?


Como sempre Danilo explêndido.
Beijos.

Elizabeth disse...

Otiimoo! verdadee viiu,escreve muitoo beeem vc,parabééns plo blog
passa aéh nesse blog
http://moreaccess.wordpress.com/
Luz na viida !bjs

Elizabeth disse...

Parabééns escreve muitoo beeem !
muitoo boom msmooo

entree nesse blog
http://moreaccess.wordpress.com/
bjs
Luz na viida !!

Móó legal disse...

sefodeu.
auheuaheuheuhueh
¬¬'

Ana Célia disse...

Dizer ou não dizer?
Eis a questão!

Apenas + 1?! disse...

é isso ai cara
vejo isso como a verdade

essa foi a maneira que interpretei seu texto

ao pronuciar uma verdade que doa em um proximo isso pode machuca-lo,e voce se auto condenar.entao vc se cala

e as vezes ao me calar diante a uma verdade,´posso estar ferindo um proximo.entao é hora de falar

Mente aberta°°°°°Vida livre

Luciano Silvestre disse...

É.. nossa vida é uma eterna confusão, mas os caminhos vão se abrindo com o tempo. Parabéns pelo blog, vou te seguir, ok?

Abraços.

Dá uma passada lá no meu:
www.aartederefletir.blogspot.com

Fabricio bezerra da guia disse...

uau,gostei desse texto,e incrivel como as coisas são contraditoras

Guttwein disse...

Exitem Situações e situações... quem nunca se viu numa encruzilhada dessas?
Se o bom senso imperar... tudo se resolve.

Brenda Maciel disse...

haha :D
Pois é, calar ou falar?
Sei que você ja notou que estamos sujeitos à julgamentos o tempo inteiro, independente de estarmos calados ou falando algo. Tudo que dizemos ou calamos tem o poder de perfurar a alma de alguém e a nossa própria. Nos enchemos de perguntas do tipo: "Por que eu não disse isso tal hora?" "Por que eu falei o que pensava e acabei machucando a pessoa?"
Sinceramente, acho uma estupidez quem se gaba de falar o que pensa e sai ferindo os sentimentos de "Deus e o mundo". Tá se gabando de quê?
"Eu sou sincera!" Essa resposta me corrói!

Se arrepender do que disse e do que não disse é chorar pelo leite derramado.

Beijos, Danilo. Te espero.

nane-chan disse...

Um paradoxo então.
Dizer ou não dizer? eis a questão.
Ambas se apresentam com a mesma conseqüencial. Como você mesmo disse com "Certas Vezes", cabe a nós decidirmos qual é o momento melhor de dizer ou se calar.

Parabéns pelo blog. :*

Luciano Silvestre disse...

Seu blog foi indicado para receber o selo "Este blog acerta em cheio"

Leia mais no post: http://aartederefletir.blogspot.com/2009/08/premiacao.html

Parabéns!

Wânyffer disse...

Em poucas palavras traduziu o q sinto, sendo q meu calar e falar, além de apunhalar alguém, também pode vir a me ferir.

Thiago Ya'agob disse...

Boa tarde, Danilo!
Amigo, intenso seu escrito. Intenso é uma palavra familiar nossa, mas mesmo tão conhecida agrega uma abrangência de significado que nem mesmo o silêncio pode explicar.

Eu tenho silenciado algumas vozes internas e externas e tenho colocado som em algumas também. Há o que precisa ser dito e eu o mantenho em silêncio... **“Mas como te falar, se há um silêncio quando” falo? ... As coisas se acertarão.

• Deixo alguns fragmentos de Clarice tão Lispector em nós – fragmentos do livro A PAIXÃO SEGUNDO G.H. Boa degustação! rs.

• Estou adiando. Sei que tudo o que estou falando é só para adiar - adiar o momento em que terei que começar a dizer, sabendo que nada mais me resta a dizer. Estou adiando o meu SILÊNCIO. A vida toda adiei o SILÊNCIO? mas agora, por desprezo pela palavra, talvez enfim eu possa começar a falar.

• Meu mal-estar era de algum modo divertido: é que nunca antes me ocorrera que, na mudez de Janair, pudesse ter havido uma censura à minha vida, que devia ter sido chamada pelo seu SILÊNCIO de “uma vida de homens”? como me julgara ela?
• Meu SILÊNCIO fora SILÊNCIO ou uma voz alta que é muda?

• Meu grito foi tão abafado que só pelo SILÊNCIO contrastante percebi que não havia gritado, O grito ficara me batendo dentro do peito.

• Até aquele momento eu não havia percebido totalmente a minha luta, tão mergulhada estivera nela. Mas agora, pelo SILÊNCIO onde enfim eu caíra, sabia que havia lutado, que havia sucumbido e que cedera.

• E tudo em SILÊNCIO, naquele meu inferno. Pois os risos fazem parte do volume do SILÊNCIO, só no olho faiscava o prazer-indiferente, mas o riso era no próprio sangue e não se ouve.

• **Mas como te falar, se há um SILÊNCIO quando acerto? Como te falar do inexpressivo?

...
Bom final de semana pra ti, Danilo!

Mah & Rê disse...

Olá!

Passando para avisar que tem selo pra você no meu blog!
passa lá pra pegar!

Beijo
Mah!

loucuraexata.blogspot.com

th. disse...

Viver é amolar a faca.

Larissa Cândido disse...

E agora?

Luizichxos Downloads disse...

OI, parabéns pelo blog!
Nesse estilo não vi muitos blogs bons igual a esse