sábado, 3 de dezembro de 2011

Memórias póstumas do menino morto

Inspirado pelo vídeo do Samuel Brasileiro, resolvi contar um pouco da minha história através de algumas imagens que são muito representativas pra mim. Não sei se isso é exposição demais da minha vida, mas não é gratuito. Nossas vidas também são histórias em potencial para a arte. E a arte é transformadora. São momentos que revejo e me fazem muito feliz. O título é redundante, eu sei, mas é proposital. A música é "Valsa de Retalhos", do instrumentista cearense Marco Leonel Fukuda. O áudio da narração não ficou muito bom, mas também acho bonito esse aspecto amador da edição. Enfim, sem justificativas eufemistas, assistam:



Assista também ao vídeo do Samuel.

11 comentários:

Felipe disse...

Muito bonito. Imagens lindas. A gente se enche de saudade da propria infancia vendo a sua. Eh uma pena o tom dramatico da sua narrativa... mas ainda assim o filme vale ser visto.

Yadine Ximenes disse...

Muito bom Danilo Castro, gostei bastante. Lindo desde pequeno né?! Muuito legal o vídeo!

Izabel Resende disse...

Dandan que coisa linda, até me emocionei. Bons tempos aqueles que íamos todas férias e onde foi formada toda sua personalidade, de um menino tranquilo, educado e transformou-se nesse homem que você é hoje, espetacular, um exemplo pra família.

Pedro Henrique de Castro disse...

Emocionante, simplesmente emocionante!!

Gracinha Castro disse...

É verdade Danilo Castro, mto emocinante e sua narração m comoveu... muito lindo!!!!Realmente nossas vidas passam uma boa parte em Flecheiras!!!

Lia disse...

Dandan tu é simplesmente demais! adorei o vídeo e sua narração. Nossa, chorei muito qdo eu vi a vovó e qdo vc falou com ela ta hj. E ao mesmo tempo fiquei muito feliz em ver a evolução de vcs (vc e david)e saber da dificuldade pra chegar onde vcs estão hj. Bj grande!

Luciana Castro disse...

Muito bom Dandan, adorei!!! E realmente, boa parte da história da nossa família foi vivida em Fleixeiras, e quantos momentos maravilhosos hein? Como é bom ver essas imagens da nossa família unida (e que bom que permanece até hoje). E essa união, devemos a vovó... e ela será a herança mais preciosa que ela nos deixará! Beijos e parabéns!

Larissa Cândido disse...

Adorei, adorei, adorei. Já tinha visto esse vídeo, mas com a narração ficou muito melhor! Lindo mesmo! Parabéns pelo trabalho! :)

"Eu gostava de pensar e de tomar bananada"

Gorette Castro disse...

Dandan, mais uma vez tu me arranca lágrimas, lindo vídeo, ver a mamãe ali, tão independente, cheia de vida a brincar com os netos em um de seus locais preferidos, Flexeiras, me deixou emocionada, a Vovó, que hj é bisavó e mal se levanta de uma cadeira, tem a sorte de ter netos adoráveis, de ser muito amada e serve como exemplo a todos que lhe querem bem.

Marco Leonel Fukuda disse...

Danilo, está muito bonito o seu filme. Me lembra um filme que eu vi do seu xará, o Danilo Carvalho, chamado Supermemórias. Fiquei feliz por você ter escolhido uma música minha, e por você trabalhar o tema infância com tanta sensibilidade, e coragem também, porque você revisita os arquivos de vídeo, a história familiar, algumas feridas que até já tivessem cicatrizado. E isso é muito bonito, muito importante e necessário. Parabéns. Posso colocar o vídeo no meu blog também? Abraço

Thiago Ya'agob disse...

Olho de cima da ribanceira a corrente que mal se move, a água quase estagnada, e absurdamente imagino que tudo voltaria a ser o que foi se nela pudesse voltar a mergulhar a minha nudez da infância, se pudesse retomar nas mãos que tenho hoje a longa e húmida vara ou os sonoros remos de antanho, impelir, sobre a lisa pele da água, o barco rústico que conduziu até às fronteiras do sonho um certo ser que flui e deixei encalhado algures no tempo.

SARAMAGO. José, 1922 - 2010
As pequenas memórias


Danilo,
Fiquei olhando o seu vídeo, tentando acompanhá-lo da forma mais racional possível, não consegui: emocionei-me, não pouco. E quando percebi, já estava enxugando meu rosto.
É lindo ver, através dessa recordação em vídeo, você e seu irmão em meninos se comunicando com sua mãe. É algo que por mais que eu encontrasse a intensidade das melhores palavras não conseguiria alcançar a profundidade das suas vivências, me afogaria na superfície.
“Não sei se acredito em Deus.” Que oração sincera (!)
Oração do Pai Nosso com a sua reflexão acerca da sua mãe é amplamente intensa. É muito forte, Danilo. Foge-me as palavras.
...
Confesso que achei o tom de sua narrativa um pouco dramática, nem sei se é essa a palavra certa. E consigo compreender esse tom. Mas... faço votos que novas Chuvas - a “Chuva! Chuva!” - assim como o garoto no videio fez nascer - venha renovar os dias atuais.
Eu sempre fui fascinado pela chuva. E quando descobri que a simbologia dessas águas que caem do céu (e também de um brinquedo das mãos de um garoto) significa Renovação, passei a me identificar inda mais com essas águas, com esse renovo.
Que bom encontrar a imagem de sua mãe, seu pai, sua vozinha e a dos netinhos dela nesse vídeo. Renovo para vocês, meu amigo: com paz (a paz não acrescenta dores), sempre.