terça-feira, 28 de abril de 2015

Os espetáculos de Danilo Castro e o “juridiquês” de Thiago Jácomo (Revista Imprensa)

Arte imita a vida

Monogamia nunca foi o estilo de Danilo Castro. Pelo menos, não profissionalmente. Apesar de sempre ter ouvido de amigos e familiares que teria que escolher entre o jornalismo e o teatro, até hoje conseguiu atuar em ambas. Aliás, em alguns momentos elas até se esbarraram.
O jornalista atuou como repórter e colunista do jornal O Povo, em Fortaleza (CE), onde escrevia no caderno “Vida & Arte”. Além disso, foram quase dois anos à frente da coluna “Imagem & Movimento” realizando críticas de arte sobre espetáculos cênicos do Ceará e de outras partes do Brasil. “Nesse período entrevistei grandes artistas como o cantor norte-americano Billy Paul, o dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, o artista plástico cearense Sérvulo Esmeraldo, entre outros. Também me engajei em pautas ligadas às políticas públicas culturais”, conta.

Em 2014, Danilo fez parte da equipe de comunicação da Secretaria-Geral da Presidência da República, em Brasília, por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu trabalho era cobrir eventos presidenciais e de movimentos sociais. Um deles, em Laranjeiras do Sul, no Paraná, marcou sua carreira. “Abordei o trabalho de jovens lideranças do campo que lutam para transformar as zonas rurais em espaços melhores para o povo. O jornalismo será sempre um recorte, mesmo quando a imparcialidade é a ordem. Acredito que quanto mais humano um jornalista for, melhor será a sua abordagem, mais social, mais justa, mais plural.”

Maratona acadêmica

Thiago Jácomo ainda nem bem chegou à casa dos 30 anos, mas basta olhar para o seu “currículo” acadêmico que qualquer um pensaria o contrário. Pode-se dizer que foi praticamente uma maratona. Ainda aos 17 anos, iniciou o curso de Direito na Pontifícia Universidade Católica de Goiás, já aos 19 começou Jornalismo na Faculdade Alfa. Um ano depois, resolveu concluir ambas as graduações na PUC-Goiás e, aos 22, estava formado.

Não parou por aí. Em 2011, foi aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e iniciou o mestrado em Comunicação e Jornalismo além da pós-graduação em Direito da Comunicação Social, pela Universidade de Coimbra (Portugal). Hoje ele segue conciliando as duas profissões, como advogado e assessor de comunicação no escritório
Fátima Jácomo Sociedade de Advogados. “As atividades se complementam. São profissionais liberais, na maioria das vezes, responsáveis pelo cuidado e solução de problemas de seus contratantes.”

Seu tempo é cuidadosamente dividido para que consiga realizar as funções de cada área. “A minha habilitação em jornalismo me fortalece muito enquanto advogado, porque o conhecimento que adquiri com a graduação e o mestrado influencia desde a análise dos casos até o atendimento aos clientes, redação de petições, participação em audiências, entre outras coisas.”

Fonte: Revista Imprensa (Abril 2015)

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